FORMAS DAS DOENÇAS:

 FORMA MANIFESTA: é aquela que apresenta sinais e/ou sintomas clássicos de determinada doença.


FORMA INAPARENTE OU SUB - CLÍNICA: é aquela em que o indivíduo não apresenta nenhum sinal ou sintoma (ou que apresenta muito poucos), porém estão com a doença presente (revelada às vezes somente através de exames laboratoriais e/ou radiológicas).

FORMA ABORTIVA OU FRUSTRA: é aquela que desaparece rapidamente após poucos sinais ou sintomas. 

FORMA FULMINANTE: é aquela que leva rapidamente a óbito

PERÍODO DE INCUBAÇÃO: é o intervalo de tempo que decorre desde a penetração do agente etiológico no hospedeiro (indivíduo já está infectado), até o aparecimento dos sinais e sintomas da doença, variando de acordo com a doença considerada.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: é aquele em que o indivíduo é capaz de transmitir a doença quer esteja ou não apresentando sintomas.

EQUIDADE: é a distribuição proporcional de determinado atributo ou direito populacional junto com eficiência, liberdade de escolha e maximização da saúde. Como no exemplo na prestação de serviços de saúde a equidade horizontal seria o tratamento igual de indivíduos que se encontram em situação de saúde igual e a equidade vertical seria o tratamento apropriadamente desigual em situações de saúde distintas de forma a priorizar os maiores problemas e obter uma saúde igualitária

ETIOPATOGENIA: origem da patogenia, isto é, doença.

FATORES DE RISCO: são os componentes que podem levar à doença ou contribuir para o risco de adoecimento e manutenção dos agravos de saúde.

FONTE DE INFECÇÃO: de onde vem determinada infecção.

HOSPEDEIRO: Ser vivo que oferece, em condições naturais, subsistência ou alojamento a um agente infeccioso (OPAS 92). Pode ser humano ou outro animal podendo ser hospedeiro intermediário ou definitivo.

RESISTÊNCIA: é o conjunto de mecanismos do organismo que servem de defesa contra a invasão ou multiplicação de agentes infecciosos ou contra efeitos nocivos de seus produtos tóxicos. A resistência depende da nutrição, da capacidade de reação a estímulos do meio, de fatores genéticos, da saúde geral, estresse ou da imunidade.

IMUNIDADE: é um subtipo de resistência, específica, associada à presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o microorganismo responsável por uma doença infecciosa ou sobre suas toxinas (OPS/OMS, 92). 

SUSCETIBILIDADE: é a medida de fragilidade, a possibilidade de adoecimento por determinado agente, fator de risco ou conjunto de causas.

INFORMAÇÃO: Descrição da realidade, mais completa que um dado, associado a um referencial explicativo (Moraes 1994).

INDICADOR DE SAÚDE: indica a situação de saúde (ou um aspecto dela) de um indivíduo ou da população.

MORBIDADE: é a variável característica das comunidades de seres vivos, refere-se ao conjunto dos indivíduos que adquirem doenças (ou determinadas doenças) em um intervalo de tempo em uma determinada população. A morbidade mostra o comportamento das doenças e dos agravos à saúde na população.

INCIDÊNCIA: A incidência de uma doença, em um determinado local e período, são o número de casos novos da doença que iniciaram no mesmo local e período. Traz a idéia de intensidade com que acontece uma doença numa população, mede a freqüência ou probabilidade de ocorrência de casos novos de doença na população.

PREVALÊNCIA: significa predominar, é o número total de casos de uma doença, existentes num determinado local e período.

TAXA DE ATAQUE: É o coeficiente ou taxa de incidência de uma determinada doença para um grupo de pessoas expostas ao mesmo risco limitadas a uma área bem definida. É muito útil para investigar e analisar surtos de doenças ou agravos à saúde em locais fechados.

GOVERNABILIDADE: É a capacidade de intervenção em determinada questão ou sobre determinado problema, por determinado órgão ou agente.

GRAVIDADE é a avaliação das conseqüências do processo ou da doença, é medida pela letalidade, taxa de hospitalização, pelas as seqüelas e outras conseqüências.

MAGNITUDE : Avaliação da dimensão do problema/processo saúde-doença – onde se leva em conta principalmente a freqüência da ocorrência isto é, a incidência, a prevalência, a morbidade e a mortalidade.

TRANSCENDÊNCIA: é a medida da relevância social, da importância, do reconhecimento que determinada população dá a um evento, do desejo da comunidade de resolver o problema. Esta é normalmente bastante influenciada também pela gravidade dos eventos.

VULNERABILIDADE:  a permeabilidade à intervenção, a condição de modificação do processo, do quadro, conforme a capacidade científica e técnica de intervenção. 

OCORRÊNCIA :- acontecimento.

PATÓGENO: - são os agentes causadores das doenças

POLUIÇÃO: é a presença de substâncias nocivas à saúde, não necessariamente infecciosas, no ambiente.

PONTO CRÍTICO DE CONTROLE:- é a etapa do processo de produção onde existe o risco de dano ao produto (ou ao trabalhador) e onde é possível aplicar medidas de controle para evitá-lo, preveni-lo ou reduzi-lo. 

PORTADORES:- são os que têm o agente infeccioso, podem transmiti-lo, mas no momento não apresentam sintomas.

PORTADORES ATIVOS: -já tiveram sintomas ou virão a tê-los.

PORTADORES PASSIVOS:- são os que nunca apresentaram ou apresentarão sintomas; estes são os mais importantes epidemiologicamente por difundirem o agente etiológico contínua ou intermitentemente apesar de passarem despercebidos.

PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO :- E a “Disposição ou medida antecipada que visa prevenir um mal; prevenção; cautela; cuidado.

RESERVATÓRIO DE AGENTES INFECCIOSOS:- é o ser humano ou animal, artrópode, planta, solo ou matéria inanimada em que um agente normalmente vive, se multiplica ou sobrevive e do qual tem o poder de ser transmitido a um hospedeiro susceptível.

ANTROPONOSES: - são as doenças onde o homem é o único reservatório, único hospedeiro e único susceptível (gripes, DST, febre tifóide).

ZOONOSES: são infecções comuns aos homens e outros animais.

ANFIXENOSES :- onde homens e animais são reservatórios (leiximaniose).

FITENOSES :- as plantas são os reservatórios e o homem susceptível (blastomicose). Obs: Os reservatórios humanos incluem os portadores e os doentes (casos clínicos). 

RISCO: - é entendido pela epidemiologia como a probabilidade de ocorrência de um dano.

SAZONALIDADE: - É a propriedade de um fenômeno considerado periódico (cíclico) de repetir-se sempre na mesma estação (sazão) do ano. As doenças são sujeitas à variação sazonal com aumentos periódicos em determinadas épocas do ano, geralmente relacionados ao seu modo de transmissão. Por extensão do significado, o termo abrange em alguns textos também as variações cíclicas.

TENDÊNCIA SECULAR:  são as variações observadas em longo período de tempo, geralmente 10 anos ou mais.

VARIAÇÃO CÍCLICA : – são variações no comportamento (incidência e prevalência, mortalidade, letalidade, etc) das doenças em ciclos periódicos e regulares (que se repetem em períodos anuais, mensais, semanais ou até em certas horas do dia).

VETORES:-  são seres vivos que veiculam o agente desde o reservatório até o hospedeiro potencial.

VETORES MECÂNICOS: -são os transportadores de agentes, geralmente insetos, que os carreiam nas patas, asas ou trato gastrointestinal contaminados e onde não há multiplicação ou modificação do agente.

VETORES BIOLÓGICOS:- são aqueles em que os agentes desenvolvem algum ciclo vital antes de serem disseminados ou inoculados no hospedeiro.

VEÍCULOS:- são fontes secundárias, intermediárias entre o reservatório e o hospedeiro como objetos e materiais (alimentos, água, roupas, instrumentos cirúrgicos, etc.).